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"Saltar
de paraquedas era um sonho, um desafio.
Desde que ouvi, em uma palestra de um norte-americano
um certo Tim Foley, ficou gravado o objetivo
de experimentar aquela emoção".
Paraquedas
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Eu
sempre conversava com o Francisco Rodrigues, o Chico da Ferramentaria
Três R. sobre a idéia de que a maioria não "ganha
dinheiro", mas troca horas de trabalho por remuneração.
O cliente logo passou a amigo e, como retribuição
à amizade, resolvi lhe dar um presente: um vídeo-clipe
de 30s com as imagens que eu havia capturado para colocar no site
da empresa dele.
- Rodolfo,
me diga quanto é, porque quero lhe pagar. O Vídeo-Clipe
ficou muito bom e todos nós gostamos muito (trabalhavam juntos
na empresa os irmãos Júnior, Chico, Salvador e o "nosso
pai").
- Esse
foi um presente, Chico. Aceite!
- Mas
ninguém trabalha de graça, Rodolfo. Nós mesmos
concluímos isso. Você fez um belo trabalho e agora
precisa receber.
Consegui
enrolá-lo por quase 2 meses. Mas uma hora ele foi taxativo.
- Vou
depositar o dinheiro na sua conta, e vou depositar o quanto acho
justo. Não reclame!!! (Você deve estar estranhando,
mas meu medo é que ele depositasse muito mais do que deveria!!!!)
- Faz
o seguinte, Chico: seu sogro é dono de um dos aviões
do Centro Nacional de Paraquedismo, certo? Então pague um
salto para mim e para o Denis Gaddini (um ex-funcionário
e amigo, que tinha trabalhado no projeto da Três R)
- Você
acha que eu não vou aceitar, é? - desafiou, com tom
provocador.
- Bom,
essa é a minha proposta. Não falaria nada se não
fosse o caso.
- Ok.
Então vamos. Hoje é terça-feira, vamos saltar
no sábado.
- Sábado????
- Enguli Seco.
- Vai
amarelar, é? ha ha ha ha ha ha (ele ri meio pausadamente).
- Não.
Eu vou saltar. Eu vou saltar!!! EU VOU
SALTAAAAAARRRRR!!!
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